Nos anos 1980, o psicólogo John Gottman criou o Love Lab. Convidou casais para conversar enquanto eram observados. Depois acompanhou esses casais por anos – às vezes décadas – para ver o que acontecia com os relacionamentos.

Depois de estudar mais de 3.000 casais ao longo de 40 anos, Gottman descobriu que conseguia prever com 94% de precisão se um casal se divorciaria.

O preditor não era a quantidade de conflito. Casais felizes também brigam. O que diferenciava era o estilo do conflito.

Gottman identificou quatro padrões que chamou de os quatro cavaleiros do apocalipse:

  • Crítica ao caráter do parceiro
  • Defensividade
  • “Stonewalling” – o bloqueio emocional
  • Desprezo.

Nas pesquisas de Gottman, o desprezo era o maior preditor isolado de divórcio.

Brigas podem ser reparadas. Desprezo, raramente. Mas o problema não é a briga. É o que acontece depois dela.

Quais os antídotos para que isso não aconteça?

Afinal, é possível prever que um casal vai se divorciar? Não exatamente. Mas podemos reconhecer sinais de que um relacionamento está caminhando para uma zona de risco.

“talvez a pergunta mais importante não seja se podemos prever um divórcio. Talvez seja se conseguimos reconhecer a tempo o caminho que estamos percorrendo.”

É perceber que pequenos padrões repetidos de interação podem construir, ao longo dos anos, destinos muito diferentes para duas pessoas que começaram apaixonadas.

“o casamento não costuma acabar no dia em que alguém vai embora. Às vezes, ele começa a acabar muito antes – no dia em que um dos dois deixa de olhar para o outro como alguém que merece respeito.”

“até certo ponto, podemos identificar padrões preditivos – mas isso não é destino.”

O casamento não precisa ser livre de conflitos; precisa ser capaz de reparar os danos produzidos pelo conflito.