Profa. Bia Lobo, Psicóloga

Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo, Bia Lobo, é uma paulistana nascida em 1962 e que teve vários apelidos ao longo da via: foi conhecida como Baía na infância, em seguida Dra. Beatriz quando clinicava, Professora Beatriz quando começou na docência e na gestão universitária e, também, Bia para os amigos e pessoas mais íntimas.

Sobre

Muita História

Bia Lobo, Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo, nasceu em São Paulo, capital, em 18 de abril de 1962. Dizem que foi uma criança extremamente sorridente (e gordinha) e seu primeiro apelido era Maria Sorriso (foto 1).

Seu pai, Luiz Gonzaga (foto 2) professor de português, era cearense e queria ser padre quando jovem, mas saiu de Fortaleza para se formar na Universidade de São Paulo, onde conheceu Maria José paulistana, formada em piano, que finalizava o curso de filosofia e de letras clássicas também na USP (foto 3).

Casaram-se (foto 4) e tiveram 4 filhos: Luiz Antonio, Ana Elisa, Maria Beatriz e Maria Rita (foto 5). Bia é a terceira, com um irmão mais velho e mais duas irmãs.

A família de Beatriz morava na capital de São Paulo-SP primeiro em um apartamento de 2 quartos em Santa Cecília até se mudarem para o Tatuapé, para uma casa maior. Iam com frequência para a casa do avô materno Rocha Lima em Atibaia, ou para a praia em Solemar (litoral sul de SP), onde frequentemente reuniam amigos, familiares e grupos de professores.

Infelizmente, em 1971, no dia da mudança da família para a casa recém-adquirida para pagar em 10 anos na Vila Mariana, Bia perdeu o pai (foto 6), aos 8 anos, em frente à casa nova, assassinado num assalto de automóvel.

Foi um período muito difícil, porque o crime repercutiu enormemente, incluindo o julgamento de um dos assassinos, que pegou 20 anos de cadeia. O outro morreu na prisão antes de ser julgado.

A mãe de Beatriz voltou a trabalhar, por convite do cunhado Padre Melo, que criou a Universidade de Mogi das Cruzes, no mesmo ano de 1971. Viajava todos os dias de São Paulo para Mogi das Cruzes de trem, saia de casa 5:00 e retornava às 23:00. Os 4 filhos ficavam em casa, iam para a escola e eram cuidados pela empregada.

No final do mesmo ano de 71, sua mãe (foto 7) sofre um acidente de ônibus ao voltar de Brasília, quando foi tratar de assuntos da universidade, no qual quebrou um osso complicado no pé e passou meses em recuperação, passando a viajar depois, mesmo de gesso, todos os dias para o trabalho.

Em 1973, a mãe com os 4 filhos mudam-se para Mogi das Cruzes, (foto 8) onde sua mãe assumiu a Vice-decania da Centro de Ciências Humanas da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Mais tarde faria concurso para Direito e se mudaria para SP até se aposentar como procuradora do estado, para depois retornar a Mogi que adorava.

Bia Lobo (foto 9), conhecida na época pelo apelido de Baía, conheceu em Mogi uma liberdade que nunca havia experimentado em SP. Naquela época as crianças e adolescentes podiam brincar nas ruas livremente, e foi no Pombal, bairro conhecido de Mogi onde fez os primeiros amigos, vários que ficaram ao logo de sua vida.

Seus avós maternos, Antonio Alberto, chamado também de Rocha Lima, seu sobrenome, e Conceição (foto 10) vinham com frequência de SP para Mogi e tiveram uma presença marcante na vida dos netos. Chegaram a ter uma casa próxima, alguns anos depois e ajudaram muito na criação e passagem de valores e princípios para a família.

Beatriz estudou em Mogi primeiro no Instituto Washington Luiz, uma escola pública, e no ano seguinte foi para o Instituto Dona Placidina, escola de freiras, onde fez amigos que tem até hoje e finalizou o ensino fundamental.

O ensino médio ela cursou no Colégio Santa Mônica, onde estudou e de onde saiu para a faculdade.

Foi no Santa Monica onde se tornou jogadora de vôlei (foto 11), do qual desistiu após ser convocada para jogar em SP, pelo clube Paulistano, no time juvenil. Sua altura rara na época (1.72m de altura, que alcançou desde os 11 anos, e que chegou aos atuais 1,78m), contribuiu muito para seu destaque no esporte, mas cobra caros dividendos para a sua saúde, em razão de falta de acompanhamento na formação física dos atletas, o que gerou problemas musculares e contribuem até hoje para dores nos joelhos, ombros e pés.

Foi no ensino médio que Beatriz formou sua personalidade independente e seu senso crítico aguçado. Ela jamais esquece que teve um grande amigo, um segundo pai, que a ajudou a entender o mundo a aceitar as crises naturais da adolescência: seu professor de Historia, Carlos Wagner Witter, de quem ela nunca se distanciou (foto 12).

Ao completar o ensino médio, chegou a pensar em fazer Medicina, mas mesmo passando na Fuvest, e em mais 3 universidades (USP, PUC-SP e UNISA), optou por estudar em Mogi e pelo curso de Psicologia (foto 13), pois como ela sempre diz “eu amo mesmo é conhecer e entender as pessoas”.

Aos 18 anos começou sua vida profissional como assistente de biblioteca, e se formou Psicóloga em 1984 (conj. da foto 14), parte no curso diurno e parte no curso noturno, e desde então, sempre trabalhou e se manteve. Logo no início do período de faculdade, sua mãe volta para São Paulo, após finalizar o curso de Direito e passar no concurso para ser Procuradora do Estado de SP, levando o seu irmão mais velho e a irmã mais nova com ela.

Beatriz passa, então, a morar somente com a irmã mais velha, então com 20 anos, o que foi o inicio de sua vida adulta e independente, na Chácara Santana, cedida pelo tio, fundador da OMEC, mantenedora da UMC, e seu primeiro reitor, Manuel Bezerra de Melo (Padre Melo como era conhecido), (foto 15), deputado federal por 4 legislaturas, casado com sua tia Maria Coeli, irmã de seu pai, pais de, até então sua única prima Regina Coeli. Depois, seu tio Milton casou-se com Vilma (foto 16), de onde nasceram sues outros primos, Rodrigo, Larissa e Maritza, que sempre moraram em Fortaleza.

Em 1985, Beatriz já começa a lecionar na UMC a disciplina Psicologia Geral, no curso de Pedagogia da mesma universidade, e passou a ser assessora da decania do Centro de Ciências Biomédicas da UMC.

Em 1985, casou-se com o mineiro Eduardo Gomes (foto 17) e foi morar em Fortaleza, acompanhando seus tios paternos, os donos da UMC, que haviam voltado para lá dois anos antes

No Ceará começou a trabalhar no Hospital Mental da Messejana, experiência importante que ajudou a definir que não era esse o campo de atuação que desejava. Clinicou nas áreas de família e de orientação vocacional, foi professora no Ensino Fundamental em “Programas de Saúde”, com ênfase em Educação Sexual, onde já marcou sua posição de ajudar as pessoas a entender a lógica e a natureza por trás dos comportamentos humanos.

Como empresária, quis ter uma boutique exclusiva no Shopping Iguatemi de Fortaleza, onde ela mesma diz que começou a aprender a diferença entre “receber salários e pagar salários”.

Em 1989 nasceu seu único filho, Thiago, (conj. da foto 18) no meio da recidiva de um tumor benigno no seio da face que chegou até as células etmoidais no cérebro e a deixou desenganada por mais de um ano.

Curada após longo tratamento, retomou sua carreira na docência e na gestão universitária na Universidade de Fortaleza, UNIFOR (foto 19), na disciplina Processos Psicológicos III para o curso de Psicologia e como assessora de Avaliação e Planejamento da Vice-reitoria Acadêmica, e, após 4 meses, assumiu a chefia do setor, para em seguida ser Diretora de Assuntos Pedagógicos, que cuidava de toda a graduação da UNIFOR, realizando a primeira avaliação docente completa de uma universidade brasileira.

Com o seu divórcio em 1992, retornou com o filho para Mogi das Cruzes, quando assumiu a Assessoria da Reitoria da UMC e, em 1994, a Chefia de Planejamento da mesma universidade, da qual viria a ser Vice-reitora de 1995 (conj da foto 20) até 1999.

Em 1994, completou sua pós-graduação em Gestão Universitária com um estágio nos EUA, na University of Florida em Gainesville (conj da foto 21).

Retomou seu antigo casamento com Eduardo, 11 meses após voltar para Mogi, e passou a acumular a Reitoria e a Vice-reitoria da UMC, aos 34 anos, quando presidiu o projeto de Melhoria da Qualidade que contou com a participação de 6 consultores externos, entre eles o ex-reitor da USP, Roberto Leal Lobo e Silva Filho (conj. da foto 22), doutor em física e doutor honoris causa pela Purdue University nos EUA. Após seu divórcio definitivo em 1996, Beatriz e Roberto casam-se em 1997 (conj. da foto 23).

Foi também em 1996, que Roberto Lobo assumiu como Reitor da UMC (foto 24) e juntos o casal capitaneou o mais importante e desafiador projeto de mudança institucional em uma universidade brasileira, que teve repercussão internacional e resultados positivos marcantes que tomaram conta da imprensa e dos estudos sobre gestão universitária, à época e até hoje. Foi também um período de muita superação e desencantos.

Conhecido como um casal extremamente apaixonado e complementar, (conj da foto 25) Roberto e Beatriz deixaram a UMC em 1999 e abriram a mais conceituada Consultoria em Educação do Brasil, a Lobo & Associados, e, pouco depois, o Instituto Lobo, para apoiar e realizar pesquisas e projetos voltados ao ensino superior, atendendo a mais de 120 instituições e capacitando mais de 2 mil gestores universitários (conj. da foto 26).

Durante todos esses anos, Beatriz sempre esteve presente na vida das pessoas de forma bastante marcante, tentando ajudar com seus conhecimentos e experiências a quem quisesse ouvir uma voz amiga e lúcida. Não só pessoalmente, mas também em projetos como o Pense Comigo com Bia Lobo, que começou na radio no programa do amigo Gil Fuentes, depois em artigos e participação nas redes sociais e até em lives durante a pandemia, com o saudoso colunista Willy Damasceno (foto 27).

Viajando por todo país e ampliando sua carteira de clientes e seu rol de amigos, o casal compartilha também a convivência com os 4 filhos (conj. da foto 28) de Roberto: Beto, Ricardo e Cadu que moram até hoje em estados diferentes e Thiago, filho de Beatriz, que aos 24 anos foi fazer mestrado em jazz performance em Boston (conj da foto 29).

Com uma vida extremamente ativa de empresária, consultora, pesquisadora, escritora, esposa, dona de casa e mãe, Bia divide com Roberto a excelente convivência com os 4 filhos, noras e netos (conj. de foto 30) e a importante tarefa de compartilhar valores e princípios que vieram a nortear suas vidas e de suas famílias.

Viajaram por dezenas de países durante esse tempo, mas com a crise que abateu o Brasil após 2014, Roberto e Bia se mudaram para os EUA, morando primeiro em Miami (conj. da foto 31), e, após ele receber o Green Card do governo por seu extenso e importante currículo, mudaram-se para Boston (conj. da foto 32) onde trabalham junto ao International Entrepreneurship Center – IEC, (foto 33) em projetos de inovação e em parcerias com universidades americanas para realização de cursos com universidades brasileiras e Roberto também assumiu como Pesquisador Visitante da Boston University (foto 34).

Ainda nos EUA, ambos escrevem o livro “Desafios e Escolhas de uma Liderança: A Vida Profissional do Ex-Reitor da USP”, publicado em 2018 (foto 35), no qual Lobo narra, na primeira parte, sua vida estudantil até a reitoria da USP e Beatriz narra sua trajetória até encontrá-lo e o caminho que seguiram até chegarem aos EUA.

De volta ao Brasil em 2019, com residência dupla com os EUA para onde voltam para temporadas frequentes, retomaram as atividades do Instituto Lobo com consultorias, produção de artigos e desenvolvimento de projetos com Instituições de Ensino Superior (IES). Publicam o livro “Engenheiros Para Quê?” com mais dois professores em 2020, que foi finalista do Prêmio Jaboti de Literatura na categoria Ciências, em 2021 (conj da foto 36).

Durante a pandemia, Beatriz viveu um dos períodos mais difíceis da vida, com sua mãe na UTI acometida pela COVID 19 (cujas consequências a levaram a óbito em janeiro de 2021) e seu marido com uma endocardite em outro hospital, só que do outro lado da Av. Paulista, que o levou a troca da válvula aórtica em cirurgia de peito aberto, na qual foi contaminado por uma bactéria hospitalar perigosíssima, que exigiu 2 anos de tratamentos com risco de vida e mais 5 cirurgias, 4 em apenas 20 dias, e vários meses de internação (conj. da foto 37).

Foi durante a pandemia que Roberto sacramentou a necessidade de Beatriz voltar a fazer o Pense Comigo com Bia Lobo, continuando seu projeto voluntário no rádio, só que desta vez a ideia era fazer isso pelas redes sociais, para atingir mais pessoas, mas precisava buscar um parceiro que entendesse desse meio tão complexo para fazer algo de qualidade.

Curado, aos 86 anos, atualmente o casal Roberto e Beatriz vive e trabalha em Mogi das Cruzes, onde também moram Thiago, a nora Grazi e os dois netos mais jovens, João e José produzindo pesquisas e dando consultorias para as IES pelo Instituto Lobo (foto 38), e continuam como uma referência não só profissional, mas de casal feliz e realizado fazendo tudo o que podem sempre juntos.

Em fevereiro de 2025, em celebração à vida e à saúde, fizeram uma das muitas, mas também a mais audaciosa de suas viagens ao exterior: um cruzeiro pela Antártida, o continente gelado, e a Patagônia.  (conj. da foto 39).

Em junho desse mesmo ano, em visita ao casal de amigos Martha e Eduardo Mace (foto 40), em Nova York, decidiram relançar, finalmente, o Pense Comigo com Bia Lobo, em formato de podcast (vídeo e áudio) em parceria com Eduardo, um experiente e bem-sucedido consultor de empresas e especialista em marketing digital.

Agora, junto com o website e espalhado pelas mais diversas plataformas digitais, o podcast pretende amplificar a atuação de Beatriz junto às pessoas, numa importante prestação de serviços com o qual ela vem impactando a vida de tanta gente há tanto tempo.

"O Podcast Pense Comigo com Bia Lobo é um convite para que o público, em especial as mulheres 30+, seja instigado a pensar junto comigo sobre temas ligados a relacionamentos e nossa vida cotidiana."

Meu Currículo

Licenciada, Bacharel e Psicóloga – Universidade de Mogi das Cruzes (1984)

Pós-graduação em Administração Universitária – CRUB/Universidade da Flórida – USA (1994)

Docência em Psicologia

  • Professora do Curso de Pedagogia – Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)
  • Professora Assistente de Psicologia – Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

Atendimento em Psicologia

  • Psicóloga do Instituto de Previdência do Estado do Ceará
  • Psicóloga em Mogi das Cruzes atuando nas áreas de Psicoterapia Breve, Aconselhamento, Orientação Vocacional e Profissional (CRP: 6ª Região Nº 22194) até 2015
  • Psicóloga atendendo em Psicoterapia Breve online desde 2019

Cargos de Gestão Universitária

  • Diretora Pedagógica – Universidade de Fortaleza
  • Assessora Acadêmica da Reitoria – Universidade de Mogi das Cruzes
  • Coordenadora de Planejamento – Universidade de Mogi das Cruzes
  • Vice-reitora – Universidade de Mogi das Cruzes (1995 até 1999) e exerceu o cargo de Reitora em caráter interino por quase um ano.
  • Vice- Presidente do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia

Cargos de Gestão Universitária

  • Palestrante em dezenas de eventos sobre Gestão Universitária, Liderança, Atendimento e assuntos ligados à Psicologia em Geral.
  • Participou de diversos programas de rádio e TV, como “Pense Comigo – com Bia Lobo” na Radio Metropolitana, do Programa Tarde Show da TV Mogi News (Canal 15 da NET) onde tratava das questões de família, comportamento e da psicologia em geral.
  • Participou de projetos e ministrou palestras aos brasileiros que moram nos EUA, onde morou de 2014 a 2019, por meio dos Consulados de Miami e de Boston.

Atualmente é

  • Vice-presidente do Instituto Lobo de Pesquisa e Gestão Educacional
  • Consultora em Gestão Universitária
  • Terapeuta on-line em Psicoterapia Breve para clientes que moram no Brasil
  • Trabalha com Life Coaching
  • Titular do Podcast Pense Comigo com Bia Lobo: Vida, Amor e Cotidiano para Mulheres 30+ disponível no YouTube e demais redes sociais e plataformas de áudio.

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